quinta-feira, dezembro 22, 2005

A ultima coisa k pensava ke iria acontecer

Sempre convivi com ela, posso considera-la a minha segunda mãe.
Passados 18 anos nunca acreditei que ainda fosse possível um casamento tardio mas apaixonado! A minha opinião mudou totalmente quando num jantar, totalmente inesperado, fomos informados que se iria realizar o seu casamento no dia 17 de Dezembro.
Ar de espanto???? Não! Muito pior! Ninguém queria acreditar na notícia!
Nem sabíamos que existia um António na sua vida. Completamente espantado apoiamos! Na actualmente somos testemunhas de um amor inacreditável!
Desta lição de vida só posso aprender que na realidade o que nos parece impossível não o é! E existe sempre no nosso interior uma esperança, uma crença, e mais tarde ou mais cedo pode acontecer o tão esperado acontecimento.


Já agora aproveito para desejar um feliz Natal e um maravilhoso 2006 !!!!!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

A noite...


A noite segue adiante
Numa voz quebrada,
Singrando nomes
esquecidos
Em vão desespero,
Demorando-se no vício do tempo,
Vagabundeando,
Passos adormecidos que se apagam devagar,
Sentidos que se ocultam
Pressentindo sossegos e excessos.

Ficam as sombras das travessias, devassadas,
Rastos de travo a sal,
Rotinas amarradas ao cais,
Como alicerces da cidade.

Já não faz sentido o que deixou de fazer sentido.

domingo, dezembro 04, 2005

A sAuDaDe...

O valor da saudade....


Por detrás dos olhos
Tantas palavras em profundos silêncios
E o aconchego de uma lúcida solidão
Na penumbra, onde o pensamento é teu
A procura do toque, o roçar íntimo do desejo
Na imaginação, o corpo reconhece-te a voz
E o ritmo das tuas pálpebras em clara nudez
Quando as estrelas mergulham em teus olhos
E fazes meus lábios cúmplices do teu beijo

Entre o sentir e o olhar, o abismo da falta
Perscrutam-me as mãos da inquietação
Tentando soletrar meus indecifráveis fonemas
Apenas o murmúrio triunfante das lembranças
Beija o ardor da tua existência velada
Os dedos da nostalgia, hábeis guias
Tateiam e espraiam-se nos véus do horizonte
Em que tua imagem encurta o infinito
Deito-me comigo, adormecendo-me
Cubro-me com a nudez da saudade
Que abraça o teu corpo ao meu

sábado, dezembro 03, 2005

Para verem a minha cara:P e ja ag a minha janela:P

Poesia de qualidade :P

O amor é uma companhia

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Alberto Caeiro